O crescimento da indústria de games no Brasil

O mercado de games está em plena expansão no Brasil. A movimentação financeira também aumentou bastante, mesmo com a crise econômica. Tudo isso coloca o país na liderança da América Latina e em 13º lugar no ranking global na atividade.

Lab. de Games da Escola ZION

Laboratório de Desenvolvimento de Games da Escola ZION ( Escola ZION )

Matéria para o SBT Brasil gravada em uma unidade da Escola ZION.

Os jogos eletrônicos, hoje, são uma ferramenta de ensino poderosa, de transformação.

Niterói – RJ, 10/08/2018 –

O mercado de games está em plena expansão no Brasil. De acordo com os dados da Newzoo, em 2017, o número de jogadores era de 66,3 milhões. Em 2018, são esperados 75,7 milhões de gamers. A movimentação financeira também aumentou bastante, mesmo com a crise econômica: de US$ 1,3 bilhão, passará para US$ 1,5 bilhão. Tudo isso coloca o país na liderança da América Latina e em 13º lugar no ranking global na atividade.

A expansão do mercado se deve por vários motivos, como a chegada de novas tecnologias. Com os dispositivos móveis, como os smartphones, ficou fácil começar a jogar. No Brasil, há mais de um smartphone ativo por habitante, de acordo com a 29ª Pesquisa Anual de Administração e Uso de Tecnologia da Informação nas Empresas. Quanto aos games, 82% dos brasileiros recorrem aos jogos no celular, segundo o Paypal e Superdata.

Quando a indústria se movimenta dessa maneira, todo o cenário é impactado — dos jogadores ao segmento de desenvolvedores.

A presença feminina no universo de games

O desenvolvimento do mercado não tem acontecido apenas em números. Novas mudanças têm ocorrido no cenário, como a transformação de demografia dos jogadores e dos desenvolvedores.

A presença feminina tem crescido nos últimos anos e tomado o panorama. No ambiente profissional, as mulheres já respondem por 20% no segmento de desenvolvimento, de acordo com o 2° Censo da Indústria Brasileira de Jogos Digitais. O número triplicou nos últimos 5 anos, o que demonstra a entrada crescente das mulheres.

E não há a ideia de sexo frágil no cenário. De acordo com Rogério Félix, pioneiro na área acadêmica de games no Brasil, atualmente coordenador da Escola ZION, a presença feminina tem se destacado. “Hoje, a procura é muito equilibrada, tanto em consumo quanto em estudo. Você vai em competições e vê garotas pegando o controle e assumindo o teclado”, explica.

Quando o tema é a atuação no mercado, Sara Bispo, aluna de desenvolvimento de games da ZION, mostra que o futuro é promissor. “Tenho dois projetos já finalizados, seguindo com o terceiro. Mas com bastante coisa em mente para colocar para frente”, revela.

Entre quem joga, o cenário é ainda mais dominado pelas mulheres. Pelo terceiro ano consecutivo, a Pesquisa Games Brasil mostrou que a presença feminina é maior que a masculina entre os gamers. Em Atualmente, quase 6 em cada 10 jogadores são do sexo feminino.

A conexão dos games ao mundo real

Com a integração de ferramentas e tecnologia, os games já não são apenas uma atividade de lazer. Trata-se de um recurso que pode ser integrado a outras áreas da vida, do trabalho à educação. O processo é conhecido como gamificação e permite a adoção de várias estratégias.

É possível utilizar mecanismos famosos nos jogos, como a competição e o ganho de pontos, para transformar um processo. De maneira ainda mais completa, é viável desenvolver games específicos para certas atividades, como treinamentos de funcionários ou aulas para crianças.

“Os jogos eletrônicos, hoje, são uma ferramenta de ensino poderosa, de transformação. Não só quando estamos falando de diversão, mas também na indústria, nas academias, nas escolas ou até mesmo como um recurso de treinamento. Então, tem muito mais por trás do que ser apenas uma ferramenta de diversão, que está desconectada”, pontua Félix.

Para quem estuda o mercado, a transformação também muda o jeito de atuar. Felipe Melo, aluno do curso de games da ZION, conta a sua experiência com essa questão: “Eu já desenvolvi jogos para os professores, para ensinar matérias dentro da sala de aula. Essa é uma das aplicações para o futuro: ensinar alunos a como estudar melhor, a como aprender uma matéria que eles têm dificuldade com os jogos”.

Para otimizar o processo de aprendizagem, é possível transformar a medição dos resultados. “Em vez de ter uma pontuação de 0 a 10 no final do período, o aluno pode ter um nível de personagem. Ele entra no papel, cada tarefa soma experiência para alcançar um nível dentro do jogo e obter os pontos. É possível, até mesmo, contar histórias por meio dos jogos”, exemplifica Melo.

A importância da formação

Quem deseja aproveitar o mercado de games além do papel de jogador tem que entender a relevância da formação. Como o cenário é bastante dinâmico, é preciso ter os conhecimentos necessários para se destacar e atender às demandas.

No entanto, não basta apenas focar no aprendizado dos conceitos, técnicas e linguagens. É essencial buscar um ensino que esteja relacionado ao cenário.

“Além da formação, há muita coisa envolvida, como o networking e a experimentação de mercado. Alguns modelos de educação só incluem a prática após o término do estudo. Mas no setor de jogos eletrônicos não dá tempo. O cenário é muito rápido, em um mês pode surgir um novo boom que muda o mercado. É preciso dar aula antenado no que acontece”, explica Félix.

A ZION é um exemplo de escola que foca no futuro. Com cinco unidades no Rio de Janeiro e pretensão de abrir mais duas ainda esse ano. Com 9 mil alunos, a instituição prepara os futuros desenvolvedores para criar games de diversos tipos. Além de tudo, a escola busca ajudar os estudantes nos principais desafios que são encontrados no caminho.

“A cada seis meses, a gente tem oficinas de demonstração onde nossos alunos pegam seus jogos e apresentam para empresas e elas dão seu feedback. Muitas vezes, são campeonatos. Periodicamente, selecionamos alguns estudantes e passamos briefings que o mercado nos sugere. É uma formação onde você, constantemente, tem novos desafios para que o aluno esteja sempre pronto”, demonstra o coordenador.

Para os estudantes, ter um ensino interativo, voltado para o que é realmente importante gera impactos positivos na carreira e no posicionamento no ambiente profissional.

“Tentei, por muito tempo, estudar por tutoriais. Foi ao procurar a ZION que eu vi a diferença que faz o modo de ensino e ser guiado. Passei a ver a atuação de um jeito profissional, enxergar o mercado com outros olhos e identificar as minhas oportunidades”, relembra Melo.

O que esperar do cenário

Com o crescimento da indústria de games no Brasil, a tendência é de que surjam cada vez mais alternativas. Tanto quem joga quanto quem desenvolve deve estar atento às novidades para aproveitar ao máximo.

O papel da Escola ZION é oferecer uma formação contínua, atualizada e que tem a ver com as necessidades de mercado. Com o acompanhamento das inovações do panorama, os jovens apaixonados pelo tema terão melhores chances de mergulhar de vez nesse universo cheio de possibilidades.

Website: http://escolazion.com